Meu gosto pelo Teatro e pelo palco veio aos poucos e com uma sempre muito séria Barbara Heliodora me dizendo que se eu estudasse e me dedicasse eu teria talento bastante para ser uma ótima atriz. Por ter interrompido temporariamente a minha carreira não pude realizar esse sonho dela em relação a mim. Mas, por outro lado, eu consegui realizar o meu em relação a ela.

A minha intenção ao criar este site sobre Barbara Heliodora, minha mãe, foi única e exclusivamente a de homenagear uma mulher a quem admiro profundamente além de oferecer meios para que as pessoas tenham acesso a algumas informações para pesquisas e estudos sobre teatro, incluindo, obviamente, o seu grande afeto: William Shakespeare.

Eu e minhas irmãs, Priscilla e Helen Marcia, tivemos o privilégio de sermos criadas por uma mãe fantástica que, já tendo recebido a lição de Anna Amélia, sua mãe, educou-nos sob as palavras “generosidade” e “solidariedade”. Barbara foi uma mãe que, por toda a vida, levou-nos com uma delicadeza sem limites, sem obrigações e com um prazer enorme pelos caminhos da literatura, das artes plásticas e da música desde muito cedo, e a mim principalmente o das artes cênicas.

Desde pequena, sinto minha mãe respirar e viver do Teatro em todos os sentidos. Nunca percebi em outra pessoa uma paixão tão grande quanto a dela. E, como ela mesma define: “Você tem que ter um amor imenso pelo Teatro, para fazer críticas sobre ele”. A sua força, a coragem, o empenho e a dedicação, sempre me deixaram encantada.

Durante anos e anos, vi pessoas colocando suas vidas e seus trabalhos em livros, levando ao público seus ensinamentos e experiências, e eu sempre achei que minha mãe tinha que “virar livro”. Foi entre eles que tive a sorte de ser criada, primeiro na casa de meus avós Anna Amelia e Marcos Carneiro de Mendonça, e depois, na biblioteca de minha mãe, onde me foram dados vários livros, todos lidos com prazer. Ali, aprendi o que pude em matéria de arte com ela, sempre pronta para o ensino com um amor de dar gosto e prazer a quem quer aprender.

Depois de lidar com dois tipos de máquinas de escrever – a comum e a elétrica – Barbara teve que se adaptar ao mundo da informática e do computador, que hoje faz parte dela e sem o qual não vive. Nele já fez muitas das traduções das peças de Shakespeare, escreveu dois livros, traduziu vários outros e é onde escreve suas críticas teatrais praticamente todos os dias.

Então, eu que sonhava em achar que minha mãe “tinha que ser um livro”, tive que transformar a idéia inicial para “minha mãe tem que ser um site”, acompanhando assim a tendência do mercado, mais adequado à realidade atual e, principalmente, muito mais democrático pois qualquer um poderá ter acesso ao seu conteúdo, e tive a sorte de encontrar a pessoa certa para fazer essa transformação. Foi o Ricardo Bittencourt, hoje nosso grande amigo, quem entendeu perfeitamente o meu sonho e topou o grande desafio de, partindo do “zero”, torná-lo realidade. Através da sua empresa BitBr – Marketing & Informática, para a qual só tenho elogios, foi desenvolvido este site de uma forma ainda mais completa e bonita do que eu imaginava.

A minha avó, Anna Amelia, disse uma vez em um de seus poemas: “Um ideal é um sonho. Se o alcançamos, um novo sonho já idealizamos e essa ambição é que é a própria vida!”

Agradeço muitíssimo ao Ricardo Bittencourt, por tudo e principalmente pelo imenso apoio, carinho e atenção. Pelo seu “vamos lá! Vai dar tudo certo!” nas horas mais difíceis em que eu pensava em desistir. Eu desejo sinceramente que ele possa realizar, com seu talento e dedicação, muitos outros sonhos como realizou o meu.

E, mãe! Espero que você fique tão feliz, quanto eu fiquei e estou.

PATRICIA